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Carlos Morassutti, Diretor de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos, é formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Recursos Humanos. Ele é um dos funcionários mais antigos da Volvo e faz parte da diretoria desde 1988.  

21/08/2009


RECONHECIMENTO


Os segredos da Volvo, a melhor empresa para se trabalhar no Brasil



Índice de satisfação dos funcionários está próximo dos 100%

Por Wagner Belmonte e Beno Suckeveris

Uma das maiores fabricantes de veículos comerciais do mundo, a multinacional sueca Volvo completa 82 anos em 2009. Em outubro, a subsidiária brasileira comemora 32 anos. Em 2008, a Volvo cresceu 24,5%, com a comercialização de 1.098 unidades no mercado de automóveis. No primeiro semestre de 2009, a montadora sentiu os reflexos da retração econômica global. Segundo os dados da Anfavea, as vendas de caminhões caíram 19,4%, e as de ônibus registraram queda de 18,4%. A produção da Volvo, de janeiro a junho, foi de 4.004 caminhões e 368 ônibus. 

No Brasil, a montadora tem duas fábricas. Na região metropolitana de Curitiba, produz caminhões, ônibus, cabines e motores para caminhões. Em Pederneiras (SP), fabrica equipamentos de construção como carregadeiras, motoniveladoras, compactadores e caminhões articulados. Também importa motores para barcos de lazer e de trabalho. No segmento de carros de passeio, a Volvo foi vendida em 1998 para a Ford.

Meio Ambiente – A Volvo é reconhecida mundialmente pela preocupação com o meio ambiente. Em julho, entregou seis ônibus double-deck híbrido (diesel/energia elétrica) a uma empresa de Londres. A recarga das baterias elétricas do Volvo B5L Hydrib é feita pelo motor diesel, quando os freios são acionados. Com isso, reduz os gastos com manutenção e a economia de combustível pode chegar a 30%. Na Volvo Cars, 85% do peso dos carros são projetados para serem reciclados.

Segurança – A Volvo também é referência mundial em segurança. De 1944 até agora, ela lançou inovações que hoje são fundamentais na cadeia de produção da indústria automobilística. Entre elas, a célula de segurança, o parabrisa laminado, cintos de segurança dianteiro e traseiro, assento para criança, coluna de direção deformável, o ABS (sistema de freios antiblocante), a luz de freio (brake-light), air-bags. A empresa também investe pesado em programas de segurança e educação no trânsito.    

Campeã – Em 2008, a Volvo foi eleita a melhor empresa para se trabalhar no Brasil. Motivo de orgulho para Carlos Morassutti, diretor de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos. Formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Recursos Humanos, ele é um dos funcionários mais antigos da empresa e faz parte da diretoria desde 1988. A companhia oferece tantos benefícios que virou “sonho” para muitos trabalhadores. Há casos de 20 candidatos por vaga. A empresa também possui um turnover baixíssimo para os padrões da indústria automobilística e alto índice de satisfação do funcionário. Morassutti afirma que, na Volvo, “quem entra não sai”.

Ricardo Xavier Recursos Humanos – Qual é o perfil dos funcionários da Volvo?

Carlos Morassutti – Nós não queremos ter uma organização somente com o mesmo perfil, com pessoas iguais. A empresa procura explorar adequadamente cada habilidade, apostando na diversidade dos funcionários e em diferentes oportunidades de carreiras. Por exemplo: um funcionário de 25 anos se interessará na formação de uma carreira internacional para aprender uma terceira língua ou até mesmo efetuar uma pós-graduação, um MBA. Um funcionário de 50 anos terá outros objetivos, tendo como prioridades a família e o suporte do plano de saúde, talvez porque já tenha passado por aquelas experiências. É importante que o líder de cada organização saiba utilizar a diversidade e a força de trabalho. Assim como a economia, o mercado cresceu e as empresas passaram a buscar profissionais qualificados. A falta de estudos gera uma certa carência na área financeira, pois existem poucas pessoas com prática nesse serviço. Apesar disso, pela condição e reputação que adquiriu no mercado, a Volvo não tem dificuldade em encontrar profissionais. Pode ser que a nossa empresa procure profissionais com outro perfil nos próximos anos, por uma situação específica do País. Talvez porque a dinâmica do mercado determine a valorização ou mesmo a necessidade de certo profissional, mas atualmente é pelo momento.

Ricardo Xavier RH – Em 2007, na pesquisa realizada pelas revistas Exame e Você S.A. em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração), a Volvo foi considerada a quinta melhor empresa para se trabalhar no País. No ano seguinte, ela foi a campeã. A que se deve um resultado tão expressivo e de tão alta magnitude?

Morassutti – Esse resultado é o reconhecimento de um longo trabalho desenvolvido de forma firme e consistente, descartando modismos e políticas momentâneas. Nós acreditamos em certas políticas, cujas diretrizes se baseiam em trabalhos sólidos como a Fundação Solidariedade, ações de Segurança no Trânsito. Infelizmente, algumas organizações “preferem” a propaganda do que propriamente efetuar uma ação social com as crianças e com a comunidade. Durante muito tempo, nós escondemos a participação da empresa nesses programas, pois não ajudávamos com o objetivo de obter publicidade. No entanto, outras entidades nos fizeram perceber que, “confessando nossas ações”, ampliaríamos esse auxílio à comunidade, inspirando outras organizações a fazerem o mesmo. A política da empresa sempre valorizou fortemente as questões da saúde e da educação. No relacionamento com os funcionários, a convivência é totalmente transparente, aberta e madura. Um indivíduo que trabalha na empresa é consciente de que ele está prestando um serviço e recebe por isso. Ao mesmo tempo, a empresa sabe que deve criar uma condição saudável para que ele possa trabalhar com vontade, tendo paixão pelo que faz.

Ricardo Xavier RH – Em 2007, a nota final da Volvo no IFT (Índice de Felicidade no Trabalho) foi de 86,6% e o índice de satisfação, 91,1%. Em 2008, a empresa superou as notas anteriores, tendo recebido respectivamente 90,6% e 92,2%. Além disso, o índice que revela a identidade e o orgulho de trabalhar na empresa ganhou a nota 97. Como se monitora a pesquisa? Qual é o segredo da felicidade e do grau de motivação dos funcionários?

Morassutti – Essa pesquisa é realizada por um instituto independente que mede o “clima” nas organizações do mundo inteiro. Nos últimos anos, os funcionários demonstram cada vez mais orgulho em trabalhar para a nossa organização, respondendo às detalhadas perguntas do questionário facultativo. Consequentemente, nós temos um dos melhores resultados do grupo Volvo no mundo. Os funcionários se interessam pelas questões e manifestam efetivamente as suas opiniões. Posteriormente, todos os departamentos trabalham com os resultados, sejam notas boas ou ruins. Esse conjunto de resultados fala sobre o índice de satisfação do funcionário, o ambiente de trabalho e o nível de credibilidade da chefia, entre outros tópicos. A credibilidade dessa ferramenta de pesquisa torna possível que a empresa organize workshops baseados nos resultados. Esse eficaz instrumento de percepção também foi confirmado pela pesquisa da revista Exame, que utilizou diferentes critérios de apuração de dados, não se baseando em um percentual. Em 2008, foram mais de 143 mil questionários respondidos pela internet ou em papel. Apesar desses dois instrumentos refletirem o mesmo resultado, independente dos métodos utilizados, cada funcionário tem liberdade para se manifestar dentro da organização, não necessitando de uma situação especial para expressar os seus sentimentos. A qualquer momento, os funcionários podem utilizar canais como o Comitê de Ética, dando sugestões e se manifestando. Esses índices não podem ser vistos de forma isolada, porque a somatória é um conjunto de ações, de políticas e de procedimentos. Ou seja, o “jeito Volvo” de focar as coisas que nos conduziu até esses resultados, com a colaboração dos nossos 2.326 funcionários. Boa parte desse elevado grau de satisfação se deve à ótima relação entre líderes e liderados.

Ricardo Xavier RH - Qual é a principal diretriz do RH da Volvo? A empresa está em um momento de olhar para o futuro e identificar o DNA de competências que construirão a organização nos próximos anos?

Morassutti – O nosso maior desafio dentro de Recursos Humanos é analisar o tipo de mão-de-obra e as futuras qualificações, mapeando as competências necessárias nos próximos 10 anos. Isso é feito mediante a análise do comportamento do mundo, do mercado e da indústria automobilística. O principal desafio na política de RH é trabalhar o treinamento e o desenvolvimento em todas as áreas, olhando o passado e o presente para preparar as pessoas na atuação desse importante cenário, seja na área técnica, na gestão ou na liderança. Nós também trabalhamos a inclusão da diversidade como um todo, abrangendo por completo essa questão dos especiais. O Grupo Volvo orienta um enorme trabalho na questão das mulheres.

Ricardo Xavier RH – No que consiste esse trabalho?

Morassutti – Nós orientamos a participação da força feminina dentro do segmento da indústria automotiva, pois a sua participação histórica é menor, comparada aos outros segmentos. Esse trabalho do Grupo Volvo não significa que as portas serão abertas para a contratação, mas sim o envolvimento do preparo das pessoas. Não adianta você dizer que vai contratar mais engenheiras, se você não tem escolas formando engenheiras. A ação envolve parcerias internas e comunidades abrangentes, assim como essa questão dos especiais mencionada anteriormente, que também não é fácil. Nós estamos dentro da cota dos 5%. O objetivo, porém, não é apenas contratar para preencher a cota, mas o preparo de parte integrante da organização, desde a questão física até o trabalho oferecido pelas pessoas. Essa tem sido a grande luta da Volvo nos últimos tempos: investir no trabalho a questão da estrutura, da cabeça das pessoas e, principalmente, das lideranças. Você trabalha com os próprios departamentos, com os colegas e com o gerenciamento dessa “nova” questão. Se fosse para cumprir a cota, nós já estaríamos bem legalmente, mas significa muito mais do que isso. Trabalhamos fortemente a participação da mulher, assim como a questão dos funcionários de RH. Adotamos a cabeça estratégica, o modelo mental diferente do passado e colocamos em outras áreas as questões operacionais de RH. Em um RH estratégico, cada partner faz o seu trabalho em Recursos Humanos. Dentro de uma empresa, temos várias unidades de negócios e um indivíduo sendo o gestor de pessoas, junto ao responsável por essa unidade. Esse é um grande desafio, porque você tem que preparar a área de RH para trabalhar de uma forma diferente.

Ricardo Xavier RH – “RH estratégico” é um desafio para a indústria como um todo?

Morassutti – Falamos sobre isso há muito tempo e continuaremos falando desse RH estratégico. Ele será estratégico se estiver inserido no negócio, mas se não entender ou contribuir com o mesmo, será apenas uma palavra. O RH da Volvo sempre foi considerado estratégico, e a prova disso é a liberdade de participação que nós sempre tivemos na organização.

Ricardo Xavier RH – Por ser uma empresa sueca, a diretriz de RH da Volvo é global?

Morassutti – Como grupo, você tem uma orientação forte com as pessoas, o que beneficia e facilita a composição dos recursos humanos. No entanto, ser ou não estratégico, participar ou não participar, vai além dessa orientação por posicionamento do grupo. Porque o que importa é a entrega de resultados. Não adianta o grupo dizer que você participará de diversos fóruns se você não entregar e participar efetivamente. Isto é, ou você realmente conhece, está inserido no negócio e adiciona, ou apenas dirá que é estratégico, mas não será reconhecido dessa forma. O Grupo Volvo se beneficia da participação nos fóruns. Os resultados alcançados mostram que o RH da Volvo é estratégico e tem credibilidade na organização.

Ricardo Xavier RH – Após quase 32 anos da criação da Volvo do Brasil, é possível dizer que existe um reconhecimento dos Recursos Humanos na empresa?

Morassutti – Estou na Volvo desde o momento em que estavam colocando os tijolinhos aqui. Nós não podemos dizer que não temos esse reconhecimento. Como RH, eu diria que há liberdade, reconhecimento e participação em fóruns. Não podemos esquecer que isso acontece porque pertencemos a um grande grupo que valoriza o trabalho forte com as pessoas. Somos, de certa forma, felizardos, porque herdamos esse reconhecimento. Nós estamos no topo do índice de qualidade e somos referência nessa questão. Ou seja, a Volvo do Brasil é referência para a matriz em termos de índice e nota de qualidade.

Ricardo Xavier RH – Qual é a prioridade da Volvo em relação ao mercado no Brasil?

Morassutti – Primeiramente, temos que consolidar o segmento de mercado que nós atingimos nos últimos anos, o patamar que evoluímos. É necessário um trabalho muito forte com todos os públicos interessados para a consolidação dos níveis alcançados, acompanhando de perto o governo e as negociações com outros países, como os do Mercosul. Para não perder o nível atingido, poderíamos optar pelo mercado local ou níveis maiores de exportação. Conhecemos os percalços e tudo o que a economia nacional pode apresentar. Mas eu acredito que a competência do segmento pode manter esse patamar, olhando o Brasil e os outros mercados. Esse é um grande desafio, mas os investimentos que fizemos tornam a indústria capaz de manter esse nível. No entanto, nós sabemos que não é possível manter esse nível crescente em todos os momentos, como é o caso do Brasil nos últimos tempos. Há a necessidade de olhar o mundo como o “quintal de casa”.

Ricardo Xavier RH – Em relação ao Brasil, qual foi o volume de investimentos nos últimos anos?

Morassutti – Em 2008, a Volvo ampliou de US$ 75 milhões para US$ 110 milhões os seus investimentos no Brasil, o terceiro maior mercado de caminhões, para elevar a produção de modelos pesados.

Ricardo Xavier RH – O setor automotivo cresceu acima da média da economia e sofreu menos do que se imaginava o impacto da crise internacional. No setor de caminhões, no setor de pesados, podemos interpretar isso como demanda reprimida?

Morassutti – Nós poderíamos dizer que sim ao analisar a história e ver o que aconteceu há 10 ou 15 anos: a questão do crescimento da economia e da renovação de frota. Atualmente, com a economia “rodando”, é possível notar essa renovação em várias partes do País. O mercado interno proporciona um tipo de suporte em relação aos picos da indústria automobilística. Acredito que a demanda reprimida é a somatória de tudo isso. Não vejo como uma coisa específica, mas como algo conjuntural.

Ricardo Xavier RH – A depreciação do dólar prejudica as exportações?

Morassutti – Sem sombra de dúvida. Se eu falasse algo diferente, você me chamaria de mentiroso, até porque a Volvo sofre com isso. No entanto, não se pode olhar apenas um momento exclusivo, pois temos que ter uma visão de longo prazo. Às vezes, você tem um preço para se manter no mercado e sabe o preço para reconquistá-lo. A Volvo procura olhar o todo de uma outra forma, com responsabilidade, administrando os sofrimentos e acreditando que o mundo dá muitas voltas.

Ricardo Xavier RH – A Volvo faz avaliação 360º?

Morassutti – Já fizemos avaliação 360º. Atualmente, nós utilizamos o sistema PBP (Personal Business Plan), que está atrelado ao sistema de bônus denominado PLR. Ele define as metas individuais para cada ano, em consenso com o chefe, alinhando os objetivos às metas da empresa. Nesse momento registra-se a performance, a atuação do funcionário e o que ele almeja dentro da empresa, assim como o que ele espera para o futuro da mesma em níveis de desenvolvimento. Por meio do PDP (Plano de Desenvolvimento Pessoal), cada funcionário pode dizer abertamente em que cargo e área pretende trabalhar daqui a 10 anos. Esse processo é realizado com todos os funcionários, no início e no final de cada ano. No entanto, além desse plano individual, é possível acionar a avaliação 360º em alguns departamentos.

Ricardo Xavier RH – Existem ferramentas que podem substituir o treinamento presencial. A Volvo pratica e-learning?

Morassutti – Sim, nós praticamos e-learning. Por meio desse sistema, o Grupo Volvo disponibiliza o aprendizado, o treinamento e o desenvolvimento. O surgimento de novas tecnologias proporciona flexibilidade, demonstrando que o e-learning veio para ficar. Existem momentos em que é possível utilizar o e-learning como um determinado processo de treinamento que não demanda uma interação maior. No entanto, ainda precisamos do presencial, olhando no olho mesmo. Acredito que um complementa o outro.

Ricardo Xavier RH – Qual é a opinião da empresa sobre benefícios flexíveis?

Morassutti – Atualmente, o pacote de benefícios oferecido pela organização não é o mesmo do passado, pois sofreu modificações de acordo com as necessidades dos funcionários. Em geral, as organizações devem estar atentas para ter uma leitura correta disso e oferecer o pacote adequado. Por exemplo, não adianta a empresa oferecer um chapéu como benefício, se o mesmo já não é utilizado. A Volvo está entre as melhores empresas para se trabalhar, sendo a campeã no ranking de 2008, pois ela procura saber o que o funcionário precisa, investindo em um outro cenário. Consequentemente, essa leitura correta do empregador atrai mais funcionários da nova geração, cujas demandas são diferentes das oferecidas há 20 anos para os profissionais mais antigos.

Ricardo Xavier RH – A adoção de benefícios flexíveis corre o risco de se tornar um modismo?

Morassutti – A empresa anseia por reformas que visam a atualização da CLT, assim como a flexibilização e um avanço no todo para a formação do “mundo ideal”. As organizações precisam criar condições legais para efetuar as mudanças necessárias no conjunto de benefícios, pagando os impostos e calculando os possíveis impactos na reformulação dessa estrutura. Talvez o maior problema seja o fato de os “modismos” atrapalharem a leitura clara de quais necessidades devem ser acrescentadas aos benefícios. Cada empresa deve oferecer os benefícios de acordo com o tipo de segmento, região e mão-de-obra, que diferem das outras organizações. Caso contrário, o resultado será apenas o custo, não existindo benefícios ou a satisfação dos funcionários. É importante a formação de um canal efetivo, uma comissão de fábrica que possa conviver diariamente com o funcionário para que ele manifeste as suas vontades e desejos. Porque muitas vezes, com o mesmo valor, é possível oferecer benefícios que realmente agradam. Nós já tivemos momentos em que ocorreu essa situação, que a empresa oferecia uma coisa e o funcionário, na verdade, queria ou esperava outra.

Ricardo Xavier RH – O que a Volvo faz para reter talentos? O turnover está abaixo da média da indústria?

Morassutti – Atualmente, a nossa situação é bastante confortável, pois o nível de competência é alto. Nós temos um turnover baixíssimo, de aproximadamente 3%. Quem entra não sai. O questionamento que nós temos é se não deveríamos ter um turnover maior, pois o fato de não existirem pessoas saindo pode trazer conseqüências. Muitas organizações trabalham fortemente porque o turnover é alto e você não consegue reter as pessoas. Mas no nosso caso é o contrário. As pessoas permanecem na empresa, mas é difícil mantê-las realmente no topo, em termos de qualificação. Nós somos assediados por outras empresas, que recrutam pessoas aqui da Volvo o tempo todo. O que mostra que o nosso nível é bastante alto e que a organização se esforça para manter isso. Nós preparamos as pessoas que estão chegando aos 50 anos de idade para a aposentadoria, mostrando esse outro momento da vida. A empresa deixa claro para os funcionários a soma no todo, explicando que é possível notar a competência do funcionário, independente do tempo de cargo. Eu olho para a organização e vejo gente com 30 anos tão motivada quanto o funcionário que chegou hoje, assim como vejo pessoas de 20 anos que talvez ainda não estejam nesse nível.




   

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