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Jorge Fornari Gomes é Diretor de Recursos Humanos da RedeTV! desde outubro do ano passado. Ele é graduado e mestre em Desenvolvimento Organizacional pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Foi professor de Desenvolvimento Gerencial na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e é consultor da JF Arquitetura de Gestão. O executivo ocupou cargos de direção de RH e de Desenvolvimento Organizacional na Johnson & Johnson, American Express, ATL, Claro e na Brasil Telecom. Fornari é autor do livro A Terceira Competência (editora Qualitymark), obra que é um convite à revisão de modelos de gestão. Ele também é músico; toca guitarra numa banda de rock, a Double G, que se apresenta em palcos como o do Bourbon Street Bar, em São Paulo.

22/12/2009


GESTÃO


Diretor quer consolidar RH inovador na Rede TV!



Jorge Fornari Gomes acredita em trabalho diferenciado na área de comunicação


Por Wagner Belmonte e Beno Suckeveris

Jorge Fornari Gomes precisou mudar conceitos adquiridos em anos de experiência na área de serviços, como a de cartões de crédito e de telefonia, quando assumiu a Diretoria de Recursos Humanos da RedeTV! no último trimestre de 2008. Logo observou que o processo de decisão era menos burocrático, mais ágil e que a dedicação deve ser em tempo integral para seguir o ritmo da emissora. Outro ponto fundamental seria o de convencer os proprietários Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho sobre a importância estratégica do RH.

A gestão está em andamento. Fornari espera concluí-la em 2011, mas já sente que está no caminho certo. Adaptado à cultura da organização, que o obrigou a ser mais criativo na solução de problemas inevitáveis para quem administra um quadro de 1.200 funcionários, com tendência a crescer em 2010, ele quer inovar.

Em novembro, a RedeTV!, a primeira do País com programação totalmente em HD (High Definition, ou Alta Definição), comemorou 10 anos, com a inauguração do Centro de Televisão Digital (CTD), na divisa de Osasco com São Paulo. No evento, entre outras autoridades, esteve o presidente Lula.     

Perfil – Jorge Fornari Gomes é Diretor de Recursos Humanos da RedeTV! desde outubro do ano passado. Ele é graduado e mestre em Desenvolvimento Organizacional pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Foi professor de Desenvolvimento Gerencial na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e é consultor da JF Arquitetura de Gestão. O executivo ocupou cargos de direção de RH e de Desenvolvimento Organizacional na Johnson & Johnson, American Express, ATL, Claro e na Brasil Telecom. Fornari é autor do livro A Terceira Competência (editora Qualitymark), obra que é um convite à revisão de modelos de gestão. Ele também é músico; toca guitarra numa banda de rock, a Double G, que se apresenta em palcos como o do Bourbon Street Bar, em São Paulo.

Ricardo Xavier Recursos Humanos – O senhor foi consultor e passou pela área de telecomunicações antes de vir trabalhar na RedeTV!. Como foi a transição até uma emissora de televisão?

Jorge Fornari Gomes – Poucas empresas do segmento de comunicação, rádio e televisão têm um Diretor de Recursos Humanos. Durante um ano, atuei como consultor de uma importante agência brasileira e comecei a aprender sobre este segmento. Aos poucos, esse setor está percebendo os benefícios de investir em RH. À medida que crescem, os problemas de gestão se amplificam e há a necessidade de uma intervenção menos intuitiva e mais profissional. Entretanto, um ponto importante para os que ingressam nesse segmento é perceber que não dá para trazer práticas e soluções típicas ou as experiências ortodoxas anteriores.

Ricardo Xavier RH – Como é enfrentar esse desafio profissional?

Fornari – Este é um ambiente de negócios diferente e deve ser tratado como tal. O desafio profissional está em ser capaz de fazer uma releitura de seus próprios paradigmas e definir como cada um deles pode contribuir com essa organização. Aqui, os produtos e serviços são diferentes. Por outro lado, empresas comandadas diretamente pelos próprios donos têm marcas, estilos pessoais. O período como consultor me ajudou bastante. Ajustei a minha visão a diferentes tipos de empresas, problemas e oportunidades que demandam soluções criativas. Não há branco e preto. Nem certo ou errado. Não existem regras universais. Profissionais acostumados com empresas grandes e muito organizadas sofrem à medida que alguns de seus paradigmas caem. Paguei a minha cota.

Ricardo Xavier RH – O senhor conseguiu rever esses paradigmas?

Fornari – Quando cheguei, pensava em fazer as coisas de um certo jeito e, mesmo sem mudar as metas, tive de rever os planos de ação para realmente poder ser útil a partir das características e expectativas da empresa. Meu primeiro passo foi ganhar confiança dos colegas e da gerência. Percebi que estava no caminho certo quando meus clientes começaram a vir à minha sala para pedir ajuda e orientação em questões que envolvem a gestão de pessoas. Por outro lado, é preciso ter paciência quando se percebe que você não foi envolvido num tema que é de sua responsabilidade e seu conhecimento não foi aproveitado. É um processo de reeducação para ver o RH como ferramenta útil de gestão. Nunca a cultura organizacional teve tanto peso para mim, pelo contraste em relação às experiências anteriores. Temos uma série de características muito diferentes que, à primeira vista, podem ser contrastantes com outras empresas, mas que fazem todo o sentido em nosso contexto. Sem perder o senso crítico, reduzi minhas avaliações gerais e passei a entender componentes da cultura na história de sucesso de negócios da empresa.

Ricardo Xavier RH – Quais são os diferenciais na cultura da RedeTV!?

Fornari – Nossa comunicação é essencialmente verbal. Escrevemos pouco, não fazemos apresentações. Em vez de normatizar procedimentos, acordamos formas de conduta, e o que é combinado é cumprido. Resolvemos as coisas no contato pessoal direto; nos desentendemos e nos acertamos pessoalmente. Nosso ambiente é descontraído e criativo. Todos se envolvem em tudo, o que nos deixa responsáveis por tudo também. Aqui, a palavra tem um grande peso e é muito bom trabalhar numa organização que dá importância à palavra. O que se diz é o que realmente vale. Temos poucas normas, o que a gente combina, funciona. Conceitualmente falando, nos aproximamos de um modelo orgânico de gestão, coisa que muitas empresas tentam desesperadamente ter e não conseguem. Isso tudo é bastante interessante, principalmente para quem gosta de estudar organizações. Trabalhamos em equipe. Cada um tem sua importância frente à tarefa e é valorizado e respeitado por isso. Só vivendo num ambiente como esse é que percebo como estava burocratizado. Tentei escrever políticas e notei que não funcionava. Nós parecemos muito com a produção dos programas. Às vezes, somos precisos como o jornalismo, e às vezes, irreverentes como o “Pânico”. Quando temos que mudar algo, chamamos todos os gestores, conversamos sobre o que é possível ou não fazer, e, quando saímos de lá, já está combinado. Ou seja, cada um sabe a sua responsabilidade na condução de processo.   

Ricardo Xavier RH – Qual o papel de RH neste contexto?

Fornari – Acho que meu papel é entender as sutilezas, fazer ajustes e proteger a empresa em decisões e ações que envolvam a gestão de pessoas. Foi algo que tive de perceber, aprender, valorizar e estimular. O trabalho do RH não pode estar à parte da verdadeira necessidade da empresa. Ele precisa entender bem a organização, o que os donos querem e desenvolver um programa consistente para chegar lá. A televisão tem outra configuração em relação às empresas em que sempre trabalhei, seja nas áreas de consumo, cartão de crédito ou telecomunicações. É uma dinâmica que não para, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Por outro lado, temos uma empresa enxuta que aproveita da melhor forma seus recursos. Gastar dinheiro é “enfiar a mão no bolso” do dono. Tem que se ter um bom motivo para isto. É preciso ter uma prova de que isso vai agregar alguma coisa ao negócio. O grande desafio é mudar as coisas sem atrapalhar o que vai bem. Não se pode esquecer que ela obteve sucesso da maneira como é gerenciada. Mas é provável que, num outro estágio, com outro tamanho, tenha de se fazer algumas adaptações, mas, hoje, ela funciona realmente bem assim. Ser estratégico é atuar sobre os pontos vitais para, depois, tocar nas coisas mais sofisticadas. É criar uma base de sustentação para o futuro, é atuar sempre pensando no impacto, no todo.

Ricardo Xavier RH – Quais as mudanças necessárias num outro estágio?

Fornari – Vou dar um exemplo do que não devemos fazer:  quando visitamos outras empresas, penso como as coisas estão arrumadas, no lugar, definidas. Isso se torna algo desesperador. Cada um vive dentro de uma caixa com limites muito rígidos. Aqui na RedeTV! temos uma grande liberdade. Quando abro os braços, sinto estar tocando todas as partes da empresa, tenho acesso a tudo, contato, domínio. Rapidamente, aprendo as coisas que são essenciais. No dia em que isso não acontecer mais, teremos outro tipo de gestão, e não creio que seja tão emocionante e divertido. Muito se contesta sobre a viabilidade de planejamentos de controles “engessados”. Nosso próximo estágio será construído gradualmente. Só sabemos que teremos um papel muito mais relevante neste mercado, e que isto implicará ajustes no processo de gestão alinhados a novas demandas.

Ricardo Xavier RH – A empresa possui quantos funcionários?

Fornari - Hoje temos 1.200. Esse número se manteve em relação ao ano passado. Não houve uma variação expressiva.

Ricardo Xavier RH – Qual a tendência para o ano que vem?

Fornari – Se olharmos os aspectos artístico, jornalístico e tecnológico, a tendência é aumentar. Temos 10 programas novos para 2010, que irão ao ar a partir de março, e isto vai demandar novas equipes de produção. Por outro lado, a tecnologia aplicada à gestão poderá aprimorar e acelerar processos. O Amílcare (Amílcare Dallevo, presidente da RedeTV!) é uma pessoa sensível e criativa em relação ao desenvolvimento e à aplicação da tecnologia. Ele criou o projeto do webrepórter, que é um sucesso. Jornalistas trabalham sozinhos, com câmeras digitais de última geração, para produzir e complementar matérias. Nosso trabalho foi buscar os talentos necessários e treiná-los junto com a equipe de operações. Como ele está sempre cheio de ideias, nos dá um trabalho enorme. Suas ideias se concretizam graças a uma equipe competente e comprometida. As pessoas amam a Rede TV!. Vi coisas ocorrerem aqui que jamais aconteceriam em outros lugares. Mudamos uma emissora em apenas 30 dias. Construímos uma sede maravilhosa em poucos meses. Criamos um portal (www.redetv.com.br) com uma capacidade gigantesca para acessar vídeos e assistir programas ao vivo. Cada programa tem conteúdos diferenciados que incentivam o público a acessá-lo. Essa é uma linha de negócio, que será fundamental no futuro pela interatividade que proporciona.

Ricardo Xavier RH – Quais os principais desafios na gestão da RedeTV!?

Fornari – Acredito que o grande desafio da organização é ampliar a capacidade de atrair e reter talentos. É uma empresa jovem, com enorme espaço para quem quiser se desenvolver. Muitos dos nossos artistas tiveram a ascensão aqui. Tem gente que começou até como estagiário ou produtor. Aqui, há muita liberdade no processo de criação e disposição para arriscar e é justamente esse aspecto de buscar talentos criativos para a área de programas que surge como grande desafio. Por outro lado, o desafio também está na construção de um processo de gestão de RH que seja útil aos negócios da empresa. Falo de processos de gestão e não da área de RH. Na falta de uma gestão mais consistente, muitos hábitos e práticas inadequadas foram desenvolvidos. Adotei como estratégia atacar em profundidade cada problema que aparece. Eles são resolvidos de forma imediata, integrada, para evitar impactos colaterais e com visão de futuro. Estabelecemos uma conduta baseada nas possibilidades presentes e no que precisamos para o futuro. Aos poucos, os problemas vão se dissipando e novas práticas são adotadas. O número de problemas, atualmente, é muito pequeno, se comparado ao período em que cheguei à organização, há um ano. Hoje, temos uma gestão de pessoas muito mais estável e previsível. Tínhamos problemas de interpretação legal e mesmo na maneira como chefes e subordinados se relacionavam. Entretanto, este tipo de negócio tem uma criatividade para gerar problemas que é incrível. Nunca precisei ser tão criativo.

Ricardo Xavier RH – Como o senhor conduz as questões de relacionamento?

Fornari – A melhor técnica de gestão de pessoas é “olhos nos olhos”.Quando há um problema desse tipo, chamo o colaborador ou o chefe aqui na minha sala, seja ele quem for. Peço que ele me conte o que está acontecendo. Falo com as partes envolvidas. Busco soluções e não os culpados. É minha oportunidade para aprender as camadas culturais mais escondidas. Uma boa técnica é começar perguntando à pessoa: “Como você pode me ajudar?”.

Ricardo Xavier RH – Como a área de RH pretende atrair e reter talentos?

Fornari – Através de três estratégias. Vamos começar um trabalho de aproximação com as universidades. Há uma coisa interessante neste segmento. O aluno que faz Rádio e TV, em geral, não pensa em trabalhar em televisão. Geralmente, ele vai para agências, produtoras ou qualquer outro lugar, menos para cá. E é justamente aí que está a nossa oportunidade. Precisamos primeiro vender a imagem de que trabalhar em TV, e em particular na Rede TV!, é legal. Segundo, definir um processo de identificação dos melhores e trazê-los como estagiários ou trainees. Terceiro, definir um processo de mapeamento dos nossos talentos internos e investir no treinamento formal, no complemento ao treinamento do trabalho, que aqui é muito intenso e positivo. Ainda outro dia, estávamos na sede de Barueri que era um terço desta. Não tinha nem a beleza e nem a atratividade que temos hoje. As pessoas que vêm aqui ficam impressionadas e percebem como é bom trabalhar num lugar assim.

Ricardo Xavier RH – O setor de RH trabalha em conjunto com a área de comunicação corporativa - assessoria de imprensa e relações públicas – por exemplo?

Fornari – A gente já trabalha em parceria, mas ainda há muito a melhorar. A área de comunicação é hoje um ponto imprescindível para nos ajudar a consolidar a imagem da Rede TV! como uma boa empregadora. Meu plano de trabalho para consolidação de um novo modelo de gestão de pessoas vai até 2011, e a área de comunicação interna tem um importante papel nele. Ainda estamos no início do processo, mas a transformação já começou.

Ricardo Xavier RH – Já existe alguma pesquisa de clima?

Fornari – Não. E não creio que ela seja útil no curto prazo. Nosso relacionamento com as pessoas é direto e sabemos com muita rapidez o que vai bem e o que não vai. Os gestores são sensíveis às necessidades das pessoas. É verdade que, em alguns momentos, exageramos e somos paternalistas. Cheguei à conclusão que nem todas as ferramentas típicas de gestão podem ser úteis aqui, em especial neste momento. A empresa tem dois donos que definem um estilo de gestão. Não dá para chegar e querer fazer diferente, mudando conceitos. Os resultados alcançados nos últimos anos mostram que a emissora está no caminho certo. É preciso respeitar o padrão estabelecido por aqueles que construíram tudo isso. Muitas vezes, o grande desafio é ajudá-los a ver nuances que podem contribuir para fazer melhor.

Ricardo Xavier RH – Com essa estrutura, fica difícil pensar em desenvolver um programa de e-learning?

Fornari – E-learning é apenas mais uma ferramenta. Para aplicá-la é preciso saber o que será ensinado e para quem. Uma das primeiras áreas que precisamos investir é a de treinamento de operações. Podemos vir a criar uma área específica para isso. Aliás, essa é uma ideia que começou com um relatório feito por dois editores que, espontaneamente , realizaram uma análise geral de toda a estrutura de edição, apontando a necessidade do treinamento para manter todos atualizados nas ferramentas de edição,  ponto fundamental para a qualidade dos programas. Muitas das nossas ações são básicas,  como a implantação de um plano de cargos e salários, que pode ser bastante elementar em muitos lugares, mas não é muito comum nas emissoras de televisão. O estratégico aqui é diferente do que se vê nas outras empresas.

Ricardo Xavier RH – Há algum manual de conduta para jornalistas e funcionários que participam de redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook?

Fornari – Na verdade, não. Aqui cada um fala o que quer, na hora em que quiser, mas com responsabilidade. Claro que tudo tem um limite. Há um tempo, quando ainda não estava na empresa, um apresentador, no ar, falou mal de algumas pessoas, contrariando a norma da casa. Ele foi repreendido. No dia seguinte, cometeu o mesmo erro e aí a única solução foi tirá-lo do ar. Não teve jeito. Se isso acontece com as estrelas, vale para todo mundo. Pelo que me contam, estamos num momento extremamente positivo, com poucas conturbações, o que atrai energias boas para crescer e criar novidades. Esse é o espírito da empresa.

Ricardo Xavier RH – O que o senhor espera de quem se forma em Jornalismo e em Rádio e TV?

Fornari – Eles deveriam pensar no jornalismo em TV como carreira. Cabe a nós atrair os melhores talentos e criar um solo fértil para que possam se desenvolver. Parte do meu desafio é fazer com que conheçam mais o negócio, a indústria da televisão. Quando estudava na Fundação Getúlio Vargas, todos os anos, executivos nos visitavam para mostrar as suas empresas. Por que não fazer isso nas escolas de Jornalismo e Rádio e TV? Sinto que é preciso investir mais na relação acadêmica, na qual os talentos são cultivados.

Ricardo Xavier RH – A RedeTV!  pretende fazer algo que incentive esses estudantes a ingressar em TV?

Fornari – Já temos muitos jornalistas trabalhando como webrepórteres. São jovens profissionais que formam um banco de talentos para a empresa. Muitos já se movem para outras áreas. Esse é um incentivo grande para essas pessoas que estão, muitas delas, no início de carreira. Quem faz Jornalismo ou Rádio e TV tem de ter uma certa vocação para ralar e seguir nestas profissões.

Ricardo Xavier RH – O que o senhor, como músico, traz para a gestão de pessoas?

Fornari – A vida é uma só. A cabeça e a pessoa também. Não há separação nem fragmentação. Sou um só no palco, na sala de aula e aqui na RedeTV!. A música exige algumas competências, como a disciplina, a métrica, mas exige também a emoção e a sensibilidade. Estes são condimentos que encontro no dia-a-dia como Diretor de RH. Tanto na gestão quanto na música, sempre procurei estar cercado por pessoas boas e competentes. Não há nada pior que uma equipe ruim. É sinal de incompetência do gestor. Sou sistemático na maneira como organizo as coisas da banda. É uma disciplina que levo para o trabalho. A gente acaba fragmentando as pessoas, mas elas não são divisíveis. Contratar alguém pensando que essa pessoa vai deixar todo o resto da vida dela em casa é ilusão. O homem tem de ser tratado, visto e percebido na totalidade.




   

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