[+] Contra o apagão, instrução
Hélio Terra
[+] Burocracia é a maior inimiga do empreendedorismo nas empresas
Hélio Terra
[+] Definindo coragem no mundo corporativo
Hélio Terra
[+] A busca por um novo emprego
Neli Barboza
[+] Um país de muitas virtudes
Hélio Terra
[+] A mão de obra e o País do futuro
Hélio Terra
[+] Mais nem sempre é melhor
Hélio Terra

29/11/2009
A pouco mais de um mês para encerrar o ano, já é possível fazer um balanço das perdas e dos ganhos de 2009. Para a felicidade da Nação, o ano que começou tumultuado e cheio de incertezas, devido à crise econômica, termina com um balanço positivo e expectativas otimistas para 2010. É isso mesmo, o Brasil sobreviveu e mostrou a muitos países de primeiro mundo que, ao contrário de alguns deles, está fazendo muito bem a lição de casa.
Os números divulgados recentemente mostram que a economia se fortaleceu e reagiu. Só em setembro, foram criados 252,6 mil novos empregos, o melhor resultado deste ano do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. E, para a surpresa de muitos, a indústria, que até a metade deste ano só divulgava ações para desacelerar, foi a responsável por quase metade dos novos empregos criados, número duas vezes maior que o divulgado em agosto e o melhor saldo mensal do setor na série Caged, desde seu início, em 1992.
Apesar de os resultados deste ano ainda serem menores do que o mesmo período do ano passado, o saldo dos nove primeiros meses de 2009 representa o primeiro período acumulado do ano em que todos os setores da economia contrataram mais trabalhadores do que demitiram. As perspectivas até o fim do ano são de que os números de empregos criados surpreenderão ainda mais.
Assim, o Brasil tem muitos motivos para comemorar. Pois, apesar de estar fortemente vinculado à economia mundial, seus resultados não foram afetados como ocorreu com grandes potências. Nos Estados Unidos, por exemplo, a economia voltou a crescer, mas ainda não se sabe se a retomada é sustentável. O PIB e as bolsas voltaram a subir, mas o desemprego, que é a maior preocupação desse país nos últimos tempos, não deve ter alívio e o mercado de trabalho pode levar até três anos para chegar ao nível dos últimos 20 anos.
O Brasil, além dos resultados sustentáveis que vem apresentando, tem a promessa dos dois grandes eventos anunciados para os próximos anos, a Copa e as Olimpíadas, o que deve gerar ainda mais empregos e aumento do PIB.
Por isso, seja você um gestor ou um colaborador, está na hora de arregaçar as mangas e preparar as energias para o próximo ano. O balanço da economia foi positivo, na medida do possível, mas e o seu balanço? Você fez mais do que podia, ou se acomodou com as incertezas do mercado financeiro e fez apenas o convencional? Suas metas pessoais foram atingidas? Você já traçou as dos próximo ano?
Planejar e traçar metas na vida pessoal é o primeiro passo para obter sucesso na vida profissional. Se você não parou para pensar sobre isso até agora, faça-o. Reserve um tempo para você, reveja as suas metas para o ano que passou, analise o que deu e o que não deu certo, mude as estratégias que não funcionaram e renove-se. Dê a você mesmo o seu feedback. Isso vai ajudá-lo a começar o ano com o pé direito.
E para você que é gestor, não esqueça de dar também o feedback a sua equipe, discutindo novas opções para o que não deu certo e valorizando seus colaboradores pelos bons resultados obtidos. Lembre-se de que, se a sua empresa sobreviveu, o primeiro responsável por isso foi o seu capital humano. Valorize o que você tem de melhor. (Estado de Minas - 29/11/2009)
Todos os direitos reservados à Ricardo Xavier Recursos Humanos®
A reprodução, parcial ou total, do conteúdo deste site é permitida, bastando mencionar a fonte.